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Georgeo diz que o Estado utilizará R$ 172 milhões das aplicações do Funprev para colocar folha em dia

19/06/2018

O deputado estadual Georgeo Passos, Rede, usou o grande expediente da sessão plenária desta terça-feira, 19, para afirmar que o Governo de Sergipe irá dispor de recursos oriundos de aplicações do Funprev para colocar em dia a sua folha de pagamento de ativos e inativos. O parlamentar informou que somente este ano serão mais de R$ 172 milhões disponíveis para o Estado. Esse recurso tem como fonte as aplicações feitas com o dinheiro do Fundo Previdenciário do Estado de Sergipe (Funprev). Com a fusão com o Fundo Financeiro Previdenciário de Sergipe (Finanprev), o Sergipeprevidência pode resgatar o montante dessas aplicações ao longo dos próximos anos. Contudo, Georgeo revelou nesta terça que o Estado ingressou na Justiça para receber parte desse dinheiro ainda este ano, sendo que uma parcela já foi paga. Destes R$ 172 milhões, cerca de R$ 86 milhões já foram resgatados entre março e abril. Ou seja, neste período, o Estado já não precisou tirar dinheiro do tesouro para cobrir o rombo na previdência. A segunda parcela, de R$ 86 milhões, será paga agora em agosto. Uma oportunidade do Governo colocar em dia o pagamento da folha?, assegurou Georgeo. O deputado lembrou que na semana passada, o secretário de Estado da Fazenda, Ademário Alves, disse na Alese que o Governo faria cortes de custeio para equilibrar as contas deste ano. Porém, o gestor escondeu que esses recursos ficariam disponíveis para o Executivo. ?Eles preferem propagandear um esforço quando o Estado sabia que contaria com esse dinheiro?, comentou Georgeo. ?A previdência possui um déficit de quase R$ 90 milhões/mês e precisa aportar recursos do tesouro para pagar os seus inativos. Mas com o ingresso desses recursos, são dois meses sem precisar aportar nada. Ou seja, por mais que o estado diga que vai fazer cortes para honrar seus compromissos, porém o que vai contar mesmo é com esse dinheiro que estava previsto para ser resgado este ano. Desejamos que o Estado pague os seus funcionários dentro do mês e não dêem calote nos fornecedores?, finalizou o deputado.