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Georgeo: “Não há nada o que ser comemorado no Dia Estadual do Idoso”

01/10/2019

O deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania), usou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (01), para lamentar a falta de políticas públicas e melhores condições de vida aos idosos. O deputado aproveitou a data do Dia Estadual do Idoso e também a Semana de Valorização da Pessoa Idosa, que foram instituídos no calendário oficial estadual de Sergipe, através da Lei 8.540/2019, de sua autoria.


Para Georgeo, não existem motivos para comemorar. “Apesar de termos a data do dia 01/10 para homenagear os idosos, não há o que ser comemorado. Na audiência que realizamos na segunda (30), o que ficou claro foi que muitos idosos sofrem com a violência doméstica e a solidão dentro das suas próprias casas. Além disso, faltam atividades voltadas ao lazer, médicos no sistema público de saúde e mais incentivos a quem já chegou na melhor idade”.


O deputado também criticou a falta de empenho por parte do Poder Executivo Estadual e Municipal em oferecer mais qualidade de vida aos idosos. Ele citou a afirmação da geriatra Juliana Santana que disse haver poucos profissionais espacializados no trato com o idoso em Sergipe. “O que ouvimos da geriatra Juliana é algo muito grave. Na rede pública estadual de saúde de Sergipe, não há um geriatra contratado e na rede municipal só temos uma médica”.


Georgeo Passos lamentou o aumento nos casos de violência contra os idosos e destacou o trabalho realizado pela Delegacia de Grupos Vulneráveis (DAGV) no que diz respeito a violência contra os idosos. “É lamentável saber que a cada dia, os números de violência contra idosos estão aumentando em Sergipe. A violência contra o idoso é algo real que precisa ser combatido e a DAGV está fazendo um trabalho intenso no combate as essas violências”.


O deputado finalizou seu discurso dizendo que é preciso fazer uma reflexão e buscar medidas que visem melhorar cada vez mais o cotidiano dos idosos. “Eu quero propor aos colegas deputados que façamos uma reflexão e que a gente possa propor ações mais eficazes na melhoria da qualidade de vida dos idosos, afinal de contas, nós já estamos envelhecendo e daqui a pouco seremos nós, os próximos idosos a sofrermos com essa situação”.