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Georgeo pede que TCE continue auditoria que analisa contratos do Consórcio do NE com Sergipe

08/04/2021

O deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), na manhã desta quarta-feira (07) para criticar a lentidão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) diante do resultado encontrado pela auditoria realizada pelo TCE junto aos contratos do Governo do Estado de Sergipe com o Consórcio do Nordeste. De acordo com Georgeo, esta auditoria foi autorizada em junho do ano passado.


Segundo informações trazidas pelo deputado, o relatório da auditoria está parado no gabinete do presidente do TCE desde fevereiro de 2021. “A auditoria gerou um relatório que está parado, na presidência desde fevereiro. Já estamos em abril e o processo, que tem o protocolo 006360/2020 está lá no gabinete do presidente apenas aguardando um despacho. Esperamos que o presidente dê a devida tramitação neste processo”.

O parlamentar informou que no relatório da auditoria, foram encontradas irregularidades nos contratos de rateio do Consórcio do Nordeste com o Governo do Estado. “A servidora responsável pela análise preliminar do processo colocou em seu relatório que existem irregularidades graves, que trouxeram prejuízos ao erário. Ela também colocou que o TCE, por ser um órgão de controle, deveria agir imediatamente diante do que foi exposto”.

“Já vai completar um ano que pagamos pelos respiradores e não os  recebemos e nenhum gestor público do Estado de Sergipe foi chamado para falar sobre o assunto. Não sabemos a quem interessa o Tribunal de Contas retardar o andamento dessa auditoria, se a conclusão da auditoria aponta que essa ação deve ser realizada o mais rápido possível. Isso é um absurdo. Estamos com irregularidades nos contratos e nada é feito em relação à isso”.

Georgeo criticou a postura do Governo do Estado em firmar um novo contrato com o Consórcio do Nordeste. “Em janeiro deste ano, o governador se comprometeu a repassar mais dinheiro para o Consórcio do Nordeste, quando assinou um novo contrato de rateio. Estamos com irregularidades e o Estado continua fazendo parte deste consórcio. Esperamos que este processo avance e que o TCE tome as medidas cabíveis diante desta situação”.