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Terceirização do Samu é debatida com servidores e sindicalistas em audiência na Alese View Larger Image

06/03/2020

Enfermeiros, sindicalistas e profissionais da saúde de uma maneira geral se somaram à deputada Kitty Lima e aos deputados Georgeo Passos e Samuel Carvalho, membros do Gabinete Compartilhado do Cidadania, e discutiram a terceirização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) imposta pelo governo de Belivaldo Chagas (PSD) aos trabalhadores sergipanos. A discussão ocorreu na tarde desta terça-feira, 3, no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese).

De iniciativa do Gabinete Compartilhado do Cidadania, cuja visita anterior dos membros à Secretaria de Estado da Saúde (SES) motivou a realização de uma audiência, o encontro mobilizou samuzeiros de todo o Estado de Sergipe para discutirem o processo em andamento.

Na ocasião, os principais representantes se manifestaram e elevaram o tom do discurso contra a ação promovida pelo Governo do Estado. “Nos colocamos contrários a esse processo porque ele não resolve os principais problemas do Samu. Primeiro que já existe irregularidade em relação à legalidade desse processo, uma vez que o Estado possui contrato com a Fundação Hospitalar de Saúde [FHS] para fazer exatamente o mesmo papel dessa futura empresa que terceirizará esse serviço”, salientou a presidente do Sindicato Enfermeiros do Estado de Sergipe, Shirley Moraes.

No mesmo tom, os deputados autores da iniciativa se posicionaram e destacaram os próximos passos a partir da audiência, “Foi positiva a ação de hoje. Vimos aqui vários trabalhadores e quando há audiências o mais importante é sempre ouvi-los. Nisso, ouvimos vários relatos, de ambulâncias que não estão rodando, mas que possivelmente o estado esteja recebendo em virtude disso e vamos estudar todo o processo licitatório, para que busquemos possíveis irregularidades e pleiteá-las na justiça”, pontuou Georgeo Passos.

Para o deputado Samuel Carvalho, o processo de terceirização aplicado pelo governador Belivaldo deve ser classificado como um retrocesso, “A terceirização do Samu é um retrocesso nesse processo democrático de Sergipe. A quarta instituição do Samu criado no Brasil foi em Sergipe e não podemos abrir mão da grandeza que é a categoria. Reforço a minha adesão a luta dessa classe que salva tantas vidas todos os dias”, comentou.

Presidindo a audiência, Kitty lima lamentou a ausência de representantes do Governo de Sergipe na discussão, “É uma vergonha que mais uma vez tenhamos a iniciativa de ouvir os servidores e o governo nem ao menos envie um representante. Estamos assistindo a uma demonstração de como governar sem transparência e sem diálogo e isso não pode ficar assim. Esse momento foi o de ouvir os servidores públicos e dar a voz que o governo negou a eles”, concluiu a parlamentar.